Alerta SPES para Paineis Termodinâmicos
A SPES, Associação Portuguesa de Energia Solar, fundada em 1980, que tem como um dos seus objectivos prioritários a promoção da energia solar em Portugal, assegurando a qualidade dos equipamentos e serviços entende, face ao aparecimento no mercado de notícias relativas a um determinado equipamento que abusiva e erroneamente aparece designado por colector solar ou painel solar e que não é mais do que uma simples bomba de calor, visto que o suposto painel não é mais do que um evaporador, alertar os meios de comunicação social onde se tem feito eco das notícias da empresa que promove esse equipamento, as instituições da defesa do consumidor, e as autoridades políticas e administrativas, perante a insinuação de que esse equipamento poderá ser aceite pelas instâncias públicas como colector solar (DL 80/2006).
Recordando os malefícios que fez a difusão da energia solar em Portugal quando da intervenção abusiva de certos promotores e comerciantes de equipamentos solares nos anos oitenta, que vieram a justificar o atraso que Portugal tem em número de metros quadrados instalados face a países como a Áustria ou a Grécia, a SPES adverte as autoridades e os consumidores em geral, bem como as empresas e técnicos certificadores (Decreto-Lei 78/2006) para as graves consequências da negligência de todas as instâncias de direito nesta matéria no que toca a difusão e expansão da energia solar em Portugal. A empresa em causa, a Energie, de Laundos, Póvoa de Varzim, anunciou Painéis Solares com vasto eco em toda a comunicação social quando, na realidade, se trata apenas de uma bomba de calor!!!
É claro que a temperatura do ar, o vento, e a chuva, tudo é comandado pelo Sol. Mas é evidente que o promotor se baseia na associação à energia solar,isto é, da radiação do Sol para vender as suas bombas de calor. Seria urgente que as autoridades pudessem desmascarar esta situação altamente lesiva dos interesses da energia solar, tanto mais que se trata de uma falsa informação que tem estado a ser difundida a nível nacional. A própria publicidade da empresa (www.energie.pt) reconhece que os painéis solares captam de noite e do vento deixando para a incidência do Sol uma situação de apenas benefício suplementar ao equipamento mas não essencial, o que, desde logo, condena o equipamento enquanto colector solar.
Senão vejamos. Teoricamente um colector solar deve ter um COP (coeficiente de performance) de algumas dezenas, isto é, a energia solar (radiação) captada pelo colector deve ser N vezes com N>30 (número indicativo tirado da prática corrente) a energia dita comercial (electricidade!) consumida para fazer funcionar o sistema de capataz (bomba eléctrica, por exemplo). Ora, no caso destes equipamentos, o N poderá ser quando muito da ordem de 2 a 4. Ensaios em tempos feitos no INETI apontavam para valores ainda inferiores. Isto quer dizer que os ditos colectores Energie usam no compressor e no ciclo termodinâmico até cerca de metade da energia que fornece, isto é, trata-se de uma bomba de calor com um COP de 2, o qual poderá a espaços ser de 4, quando o Sol incidir nos painéis. Isto sem falar já nos colectores de termo sifão muito populares em alguns países (Israel, Austrália) nos quais não se gasta nenhuma energia para promover a captação.
Recordando os malefícios que fez a difusão da energia solar em Portugal quando da intervenção abusiva de certos promotores e comerciantes de equipamentos solares nos anos oitenta, que vieram a justificar o atraso que Portugal tem em número de metros quadrados instalados face a países como a Áustria ou a Grécia, a SPES adverte as autoridades e os consumidores em geral, bem como as empresas e técnicos certificadores (Decreto-Lei 78/2006) para as graves consequências da negligência de todas as instâncias de direito nesta matéria no que toca a difusão e expansão da energia solar em Portugal. A empresa em causa, a Energie, de Laundos, Póvoa de Varzim, anunciou Painéis Solares com vasto eco em toda a comunicação social quando, na realidade, se trata apenas de uma bomba de calor!!!
É claro que a temperatura do ar, o vento, e a chuva, tudo é comandado pelo Sol. Mas é evidente que o promotor se baseia na associação à energia solar,isto é, da radiação do Sol para vender as suas bombas de calor. Seria urgente que as autoridades pudessem desmascarar esta situação altamente lesiva dos interesses da energia solar, tanto mais que se trata de uma falsa informação que tem estado a ser difundida a nível nacional. A própria publicidade da empresa (www.energie.pt) reconhece que os painéis solares captam de noite e do vento deixando para a incidência do Sol uma situação de apenas benefício suplementar ao equipamento mas não essencial, o que, desde logo, condena o equipamento enquanto colector solar.
Senão vejamos. Teoricamente um colector solar deve ter um COP (coeficiente de performance) de algumas dezenas, isto é, a energia solar (radiação) captada pelo colector deve ser N vezes com N>30 (número indicativo tirado da prática corrente) a energia dita comercial (electricidade!) consumida para fazer funcionar o sistema de capataz (bomba eléctrica, por exemplo). Ora, no caso destes equipamentos, o N poderá ser quando muito da ordem de 2 a 4. Ensaios em tempos feitos no INETI apontavam para valores ainda inferiores. Isto quer dizer que os ditos colectores Energie usam no compressor e no ciclo termodinâmico até cerca de metade da energia que fornece, isto é, trata-se de uma bomba de calor com um COP de 2, o qual poderá a espaços ser de 4, quando o Sol incidir nos painéis. Isto sem falar já nos colectores de termo sifão muito populares em alguns países (Israel, Austrália) nos quais não se gasta nenhuma energia para promover a captação.
